Skip to content
  • Escrito por Ivo Arruda
  • 11 Abril 2017
  • Acessos: 686

Padre Nicola Mazza - breve biografia (Abril/2017)

Nascimento
Padre Nicola Mazza nasceu em Verona, na noite de 10 de março de 1790, primogênito de oito irmãos. No dia seguinte, segundo os costumes das famílias cristãs daquele tempo, renasceu em Cristo na Igreja paroquial de São Salvador (depois incorporada na Paróquia de Santa Eufêmia[1]. Na fonte batismal recebeu os nomes de Nicola e Felipe Neri. O primeiro nos recorda, especialmente, S. Nicola da Bari, bispo de Mira, famoso don mazzapela sua caridade. E, de fato, os alunos da escola de Padre Mazza costumavam festejar o seu onomástico aos 6 de dezembro, festa daquele santo. Mas, a intenção dos piedosos pais era de por seu filho sob a proteção de S. Nicola de Tolentino, o santo agostiniano da austeridade e da oração. Isto se percebe bem na igrejinha da família Mazza em Marcellise, onde o pai de Padre Mazza mandou retratar todos os santos onomásticos da sua família e, entre os outros, está o santo agostiniano, que é festejado a 10 de setembro. Se sabe que S. Nicola de Tolentino recebeu este nome por causa da devoção dos seus pais a S. Nicola de Bari, pelo qual tinha recebido o nascimento do filho com muita devoção. De todo modo, o recém-nascido veronense, batizado a 11 de março de 1790, deveria portar a caridade de S. Nicola de Bari e a austeridade e o espírito de oração de S. Nicola de Tolentino. O segundo nome, Felipe Neri, nos recorda o amável fiorentino, apóstolo de Roma, de quem Padre Mazza deveria portar santamente o zelo das almas e especialmente o amor as crianças. É verdade que os piedosos pais pareciam inspirados por Deus na escolha dos nomes para o seu filho primogênito.

A família

A família tinha boas condições e, o que mais importa, era temente a Deus.
O pai, Luiz Mazza, era comerciante de seda e tinha um comércio na Piazza dele Erbe, principal centro comercial de Verona, conhecida pelo seu aspecto artístico e pelos seus caraterísticos sombreiros. Num certo tempo, ele também se fez um agricultor: comprou um grande terreno nas colinas de Marcellise, onde construiu uma casa confortável[2] e ornamentou com um corredor de ciprestes, com um posto para a caça de aves e com uma estufa para cultivar limão, cedros e flores. No terreno tinha também uma igrejinha dedicada a Mãe de Deus; ele a restaurou, mandou decorar de modo muito nobre pelo pintor e padre Leonardo Manzatti, amigo da casa – contornos arquitetônicos, imagens dos santos, símbolos sagrados, inscrições clássicas ditadas pelo célebre Padre Antonio Cesare, outro amigo da casa, - e acrescentou um nicho com uma grande e bela imagem da Mãe de Deus[3]. Essa permanece ainda hoje para testemunhar a piedade da família Mazza.
A mãe, Rosa Paiola, era muito jovem quando nasceu Padre Mazza, apenas 19 anos, mas tinha um pensamento maduro e era toda dedicada à piedade e às boas obras: ela foi um anjo para o marido e para a numerosa prole e, podemos muito bem coloca-la entre as grandes senhoras educadoras, como Margherita Bosco.
Depois de educar os filhos na fé, assistiu com ansiedade e abençoando os primeiros passos do jovem Padre Mazza; a um certo ponto, quando era já viúva, aceitou também o sacrifício da separação de casa do seu filho predileto, pois era necessário para ele transferir-se para a Paróquia de S. Paulo de Campo Marzo, vizinho a sua obra de caridade.
O pai morreu in osculo Domini em 7 de agosto de 1832; a mãe passou santamente para o Pai ut semper vixit em 8 de fevereiro de 1839[4].
 
Pietro Albrigi
Trad.: Eltom de Sousa Melo

 



[1] Livro III de Batismo: entre 1779 e 1806, n. 344 – Processo informativo, Doc. I. pág. 3.
[2] Inaugurada no 1 de junho de 1798, como está escrito sobre a porta principal. cf. CRESTANI, Vita del servo di Dio Don Nicola Mazza, p. 18.
[3] GUIDETTI, G. Biografie, elogi, epigrafi di Antonio Cesari. Reggio Emilia: 1908, p. 351, n. 44 – Proc. inf. Doc. III, p. 4.
[4] As frases em itálico são do Registro de mortos de S. Eufêmia – Proc. inf. Doc. X, p. 11.