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  • Escrito por Ivo Arruda
  • 18 Maio 2017
  • Acessos: 440

Padre Nicola Mazza - breve biografia (Maio/2017)

A Primeira Infância

Nicoletto, como era chamado pelos amigos da vizinhança, tinha um tipo físico frágil e delicado, que o manteve por muito tempo com uma saúde instável; ainda mais tinha um temperamento nervoso, sensível, animado, que o inclinava a cólera, mas também a compaixão por cada miséria humana. A inclinação à cólera é o único defeito registrado no menino pelos biógrafos: dizem que quando era contradito, ficava muito vermelho e caia em lágrimas. Mas a sábia mãe sabia como toma-lo nos braços e, com docilidade e severidade ao mesmo tempo, conseguia acalma-lo rapidamente, também com um simples olhar ou com uma palavra[1]. Em seguida, o defeito desapareceu de todo, vencido pela forte vontade e pela graça de Deus.

Don MazzaQuando alcançou a idade da razão, começou a encher de perguntas o pai, a mãe e os amigos da vizinhança: realmente, assim costumam fazer as crianças, mas Nicoletto parecia assumir uma atitude especial à reflexão e ao raciocínio. Mais ainda, começou a brilhar sua caridade pelos pobres e a sua piedade. A ótima mãe lhe incutiu por tempos os nobres sentimentos da caridade cristã e encontrou naquela alma sensível uma correspondência incomum. Depois, seu prazer não era jogar, a qual foi sempre pouco inclinado, mas as sacras funções e as práticas de piedade.

O sentimento natural de compaixão foi pensado sabiamente da piedosa mulher para o socorro dos que sofrem; quando um pobre chegava à porta de casa, escolhia Nicoletto para doar o socorro; quando Nicoletto saía de casa, lhe enchia a mochila para que pudesse socorrer os pobres que encontrasse pelo caminho: e ele fazia por onde esvazia-la[2].

Até os anos de juventude ele mostrou um claro descuido das agitações da vida que lhe oferecia sua casa. Enquanto a mãe lhe arrumava com zelo as roupas pessoais, bem passadas e ajustadas, ele pegava e amassava antes de vesti-las com simplicidade e quase para se divertir, para faze-las perder aquele brilho tão cobiçado pelo amor materno[3].

Pode parecer estranho e nada mais; ao invés, era o início daquela vida de austeridade e de humildade, da qual devia ser modelo e mestre. Claro que isto não lhe era ensinado nem da mãe, nem do pai, nem por alguém; sinal manifestado de que ele tinha um Mestre mais alto e mais íntimo, que lhe falava diretamente ao coração e de quem seguia docilmente a voz: o Espírito Santo.
Pietro Albrigi
Trad.: Eltom de Sousa Melo
 

[1] BELTRAME, G. Brevi cenni sulla vita del venerando sacerdote Don Nicola Mazza. 1901, cap. I – Proc. Inf. Doc. XCV, p. 284.
[2] BELTRAME, G. Brevi cenni sulla vita del venerando sacerdote Don Nicola Mazza. Cap. I – Proc. Inf. Doc. XCV, pp. 284-286.
[3] Memória de Padre Alessandro Aldegheri, in: CRESTANI, Vita del Servo di Dio Don Nicola Mazza, p. 14.